Título original: Hors de prix Gênero: Comédia Direção: Pierre Salvadori Duração: 106 min
Sinopse: Golpista que acompanha homens idosos de olho no dinheiro, Irene conhece o garçom Jean e pensa que ele é um milionário, dando início a um complicado relacionamento.
8/6 (Dom) - Vibe Folia
Vibe Folia mega festa no estacionamento da Uniso com o show da Claudia Leite
29/6 (Dom) - Pedra Letícia
Sem dúvidas o melhor show do ano. Confira as fotos e em breve os vídeos deste mega evento.
21/6 (Sáb) - Grupo Revelação
Curta as fotos que rolaram no show do Grupo Revelação, o melhor do pagode.
20/6 (Sex) - Henrique & Hernane
Nesta sexta-feira o Centro de Convenções do Hotel Di Roma foi palco de mais um evento sertanejo, ...
15/6 (Dom) - Show Asa de Aguia
Bloco Malagueta 10 anos com show Asa de Aguia!
14/6 (Sáb) - Aurora 6
Aurora é um celebração trancendental de dança, natureza e tecnologia materializada por Soononmoom...
7/6 (Sáb) - Kaya Reggae Festival
Super festival de Reggae com as bandas Namaste, Planta e Raiz, Yomanaho e Mato Seco no Curitiba M...
São Paulo: 28/6 (Sáb) - Sábado na Anzu Club - Music ID
Como era esperado, o evento estava completamente bombado (+ ou - 3.000 pessoas) desde o começo da...
Campinas: 28/6 (Sáb) - Sábado na Zoff Club
Com certeza o evento foi o maior sucesso, rolou até altas horas e as fotos você poderá conferir a...
Curitiba: 28/6 (Sáb) - Kaballah Curitiba - Tour 2008
A KABALLAH, uma das maiores festas Open Air do Sul do País, agita Curitiba em uma Day Party no Sá...
Campo Grande: 27/6 (Sex) - Arraiá BrT Call Center CPE 2
Arraiá animado com muita pipoca, quentão pé de moleque. clique e confira as fotos.
Campinas: 27/6 (Sex) - Spyzer Live na Zoff Club
Como sempre, a Zoff Club estava completamente bombada e com muita gente bonita de várias cidades ...
Lucas do Rio Verde: 26/6 (Qui) - Victor e Leo
Um show simplesmente sensacional! Milhares de pessoas compareceram ao estadio municipal para cant...
CPM 22 Caros amigos, Fãs antigos ou de anteontem e torcedores de bico de plantão:
“Cidade Cinza” é o bom e velho CPM 22 de sempre e mais, duas faixas que fogem do estilo original da banda mas que não deixam nada a desejar, pelo contrário, acrescentam e mostram a bagagem acumulada nos últimos dez anos de estrada.
Mantendo a parceria com os produtores musicais Rick Bonadio, Rodrigo Castanho e Paulo Anhaia, é o primeiro disco de inéditas e de estúdio com a formação atual: Fernando Badauí (voz), Eduardo Wally (guitarra e backing vocal), Luciano Garcia (guitarra), Ricardo Japinha (bateria) e Fernando Sanches (baixo).
São doze músicas em trinta e poucos minutos, instrumental gravado ao vivo, as cordas com afinação mais baixa e... putz, o resultado ficou foda!!! Sabe aquele disco que cabe inteiro de um lado de uma fitinha K7? É isso. Disco bom é assim. De Bad Religion a NOFX, passando por Rancid e Face To Face, cada faixa deixa bem claro que essa é a escola do CPM22, o tipo de som que a banda sempre ouviu.
“Estranho No Espelho” abre o CD, melodia triste com dedilhados e guitarraria monstro, mas bem melancólica.
“Nossa Música” é mais alegrota, cavalgadas de guitarra a la Shelter e bateria acelerada. Destaque pro refrão que gruda no ato.
Com (des) harmonias diferentes, quase um outro tipo de choradeira numa pegada Descendents é a terceira faixa “Ano Que Vem Talvez”.
Mas por que ficar sempre citando o nome de alguma banda gringa? Bem, uma coisa é influência, outra é cópia. O CPM22 põe o coração neste disco como sempre fez, só que desta vez, muito mais experientes, sólidos e maduros.
Tanto nas composições como na execução e na gravação.
“Escolhas, Provas e Promessas” é paulada, melódica, tipo Swingin Utters. Ao contrário do que os fãs estão acostumados a ouvir, “Tempestade de Facas” tem uma introdução com um puta som de baixo, é tenso, beirando o Punk SP antigo só que bem gravado.
“1000 Motivos” é CPM22 puro, bateria rápida com quebradas no meio da música.
“Depois de Horas” hardcore melódico dos bons, por mais que o termo tenha perdido o significado dá pra entender perfeitamente ao ouvir este petardo.
“Mais Rápido Que As Lágrimas” punk rock romântico, “Reais Amigos” e “Tempo” hardcore americano do jeitinho que o pai ensinou.
“Maldita Herança” é uma porradaria nervosa com uma parte metal, mais uma vez a banda flertando com outros estilos.
E por última ela, que leva o nome do disco, “Cidade Cinza”, música linda, um hino imediato. Vocal meio falado naquela onda Rancid, uma homenagem a cidade hardcore. Cinza.
A ordem das músicas no disco, a duração perfeita do álbum, gravação impecável e a sutil diferença entre as canções (vez ou outra não tão sutil) fazem de “Cidade Cinza”, na minha opinião, o melhor disco do CPM 22. Divirtam-se, é garantia garantida.
Fralda
outubro de 2007...
Netos D'Avó 1º Video da Banda Netos D'Avó, disponível no YOUTUBE.
http://www.youtube.com/watch?v=AO5siSKbf7s
Criada em Junho de 2001 a banda Netos D'Avó começou o seu trabalho musical com muita persistência e vontade, adquirindo assim, experiência em todas as músicas do rock nacional.
Formada atualmente por 05 integrantes:
Alex Moreno (VOCAL e PERCUSSÃO)
Ítalo (GUITARRA/VIOLÃO)
Whesley Brooks (TECLADOS)
Abaixo alguns shows que marcaram o nome Netos D'Avó:
® 1º apresentação realizada no ano 2002, na Festa das Nações de Sta. Barbara-SP, na abertura do Show de Cézar e Paulinho;
® Abertura do Show da Pitty (2004);
® Abertura do show do Detonautas (2005);
® Encerramento do show do Jota Quest na Festa do Peão de Americana (Junho/2005);
® Abertura do Show do CPM22 e Charlie Brown JR na Festa do Peão de Americana (Junho/2006);
® Abertura do Show do Capital Inicial na Festa do Peão de Araras (Agosto/2005);
® Vários festivais de músicas pelo estado como no Motorola Festival Music foi realizado no Campinas HALL, o Festival de Música Sonda-Imarés no Café-Folclore Vila Olímpia.
A Banda destaca-se por três tipos de SHOW:
® Estilo Acústico;
® Palco.
® Banda ao vivo e DJ
Com um repertório bem animado, a banda Netos D’Avó toca musicas de todas as bandas do cenário Rock Nacional, entre elas, IRA!, RAUL SEIXAS, CAMISA DE VÊNUS, ENGº DO HAWAI, MAMONAS ASSASSINAS até COM 22, DETONAUTAS, CBJR, ETC.
Para outras informações, entrar em contato pelo fone 91525465 c/ Ailton Moreno ou pelo e-mail produção@netosdavo.com ....
Os Ontem Os Ontem, ontem:
Em 1965, Célio, Ari e Ricardo e mais dois amigos, tinham uma banda no colégio. Tocavam em festinhas e bares, sempre movidos pelo interesse de se reafirmar e iludir as menininhas. Agora, depois de 42 anos, voltaram a tocar juntos e o repertório é o mesmo. O propósito também: só mudou a faixa etária das meninas.
Foram pioneiros em muitas coisas:
- A primeira banda cover que teve um baixista que morreu de overdose
- A primeira banda que perdeu um baterista porque virou crente, muito antes disso virar moda.
- A primeira banda que pediu 132 toalhas brancas no camarim.
Os Ontem, Hoje:
Kika, assume o baixo e Joe Moghrabi a bateria, Fabio Augusto (que também toca com o Radio Táxi) os teclados. Nos shows é comum a participação de convidados: Wander Taffo, Kiko Muller e Paulo Zinner (Golpe de Estado), Michel Leme, Edu Ardanuy, Aaron M. e outros. O repertorio é rigorosamente o mesmo da época: empoeirado, mas vibrante e tchap-tchura: Chuck Berry, Beatles, Del Shannon, Bill Haley, Roy Orbinson, Carl Perkins, Elvis, etc. Menos mal porque você não vai ter que ouvir Born to be wild, Cocaine ou Smoke on the water pela 1.238.567ª vez e também não vai adiantar pedir "toca Raul" sob pena de ouvir de volta um palavrão que rima....
Rafael Moraes “Bom gosto e ecletismo são suas características e diversão é sua prioridade. Seus parâmetros não são os hits e repertórios óbvios são descartáveis. Do que ele gosta? Misturar ritmos latinos como salsa, bossa nova e samba, fundidos com soul, jazz, disco e funk, sempre temperados com o elemento eletrônico da house music”.
Raffaela Peruchi (Vogue RG)
DJ, músico e produtor , começou sua carreira profissional como DJ em 1990 tocando reggae e dub e já acompanhou como percussionista artistas como Veiga & Salazar, Paula Lima e Elza Soares , para hoje encontrar seu caminho proprio no Nomumbah, projeto do qual faz parte e tem o album “Love Moves” lançado pela Yoruba records e elogiado por nomes aclamados como Louie Vega, Jazzanova, Henrik Schwartz e Atjazz, entre outros.
Desde 2004 comanda o programa "Beats Eldorado" na Eldorado FM, rádio conhecida pelo bom gosto musical de sua programação na cidade de São Paulo. Toda quinta e sábado as 23:00 hs leva aos ouvintes modernidade e ecletismo no que se trata de Underground Dance Music.
Já se apresentou na maioria dos grandes clubs de São Paulo, como Lov.e, Vegas, Royal, Pacha, Disco e Lotus, e nos últimos 02 verões em Trancoso, participando do line up da famosa e seleta festa de reveillon do Taípe, onde seu set foi aclamado como unanimidade pelo público e organizadores
Fora do Brasil, tocou em Paris, Londres, Nova York e Miami, no Winter Music Conference 2006 , na festa dos selos Loveslap e City Deep e em 2007, na festa Aquabooty, dos selos Yoruba Records e Innercity Visions, juntamente a festa Deep/LA.
Em sua carreira já tocou ao lado de nomes consagrados como Osunlade, Jazzanova, Âme, King Britt, Tortured Soul, Timmy Regisford, Benji B, Charles Spencer, Lenny Fontana, Halo Varga, Jamie Thines, entre outros.
Tem residência mensal no Club Royal, às quintas-feiras, na Noite ”Go Deep!”, noite que tornou-se referência por ser uma opção de música
e público maduro e diversificado, focada na mais pura e fina Deep House.
É DJ e organizador da festa mensal “Sunday Sessions”, há dois anos no Bar 13, noite que mescla Rare Grooves, Future Jazz, Broken Beats e Deep House .
Mensalmente também, se apresenta no DPNY Ilha Bela, no seu Beach Club aclamado por revistas como The Guardian e Wallpaper por se tartar de um lugar paradisíaco e com seleção musical apurada.
:::ENTREVISTA NO RRAURL:::
http://rraurl.uol.com.br/cena/texto.php?id=2047...
Bezzi As festas roqueiras promovidas no cenário indie existem desde que o mundo é mundo. No entanto, quem frequentou os inferninhos paulistanos no decorrer da década de 90 sabe da mudança que ocorreu pouco a pouco na imagem dos agitadores desse tipo de evento. Antes tidos como meros trocadores de CD, hoje, em alguns clubes, existem DJs que gozam de status de banda. Isso aconteceu precisamente na virada do século, quando os grupos mais hypados começaram um movimento de resgate que ainda perdura. Assim, o que uma vez foi tido como cafona virou moda, ganhou releituras, ficou estilizado.
No meio alternativo, há um embate que se trava, de uns anos pra cá, a respeito dos DJs que animam as noites tendo como base o rock’n’roll e suas expansivas variações. De fato, o estilo sempre esteve muito mais associado a guitarras e performances ao vivo do que com um grupo de jovens malucos pulando debaixo dum estrobo. Nesse contexto, a despeito das casas que proliferam suas noites temáticas, e do público cada vez mais devotado, observamos que a grande maioria dos DJs no segmento não abandonam a lógica do passado. Ou seja, limitam o ofício a revezar CDRs nas pick-ups.
Por isso é tão insólito, nos dias que correm, entrar numa balada e acompanhar o set-list de profissionais como o DJ Alexandre Bezzi. Figura carimbada na cena desde os cambaleantes anos 90, ele tem um estilo único e inconfundível em suas trilhas sonoras. As faixas raramente são tocadas na íntegra, tudo é editado e trabalhado. O ponto de partida, como não poderia deixar de ser, são músicas de outros artistas; porém, o conjunto apresenta uma massa sonora sincopada, lapidada com a destreza de quem sabe o que faz e quase não revela distinção entre uma música e outra, como é comum nos sets de eletrônica.
Ninguém que já tenha papeado um pouco com o rapaz pode dizer que ele não é uma enciclopédia ambulante de música e cultura pop. Sua paixão pela música o levou a trabalhar, em 94, numa loja de discos. Lá, ampliou seus conhecimentos e em 99 discotecou pela primeira vez na famosa Torre do Dr. Zero, em seus tempos áureos, cobrindo a lacuna de um DJ convidado que cancelara em cima da hora. Sua sequência agradou e, de lá pra cá, não parou mais de receber convites para tocar.
Em 2003, quando as festas de rock ficaram badaladas, Bezzi já tinha um nome no cenário e uma pequena legião de seguidores. Consolidou-se tocando vertentes que marcaram seu estilo: Discopunk, clássicos de época, indie-rock, Disco Music e também novidades, já que é um garimpador nato; e que seu tino para perceber novas tendências, até aqui, tem se mostrado infalível.
Foi na festa Rockerz (promovida junto com amigos), nessa mesma época, na reabertura d’A Torre, que Bezzi se firmou de vez. Seu nome estampava os flyers de praticamente todas as baladas da cidade - o que lhe rendeu credibilidade suficiente para realizar, em 2004, a primeira noite de revival dos anos 90 por aqui, instalada no Copan.
Depois disso, foi residente na Fun House. Seu som entupiu de gente as noites de sábado durante um ano inteiro, sendo até assunto para pauta em jornal. Antes de se aposentar como promoter, ainda teve fôlego para dar cabo de outros projetos, fixos e itinerantes, em lugares como os extintos Atari Club e Amp Galaxy, entre outros.
Atualmente, Bezzi segue trabalhando como produtor de trilhas e ilustrador. Suas viagens para tocar em outros estados têm se tornado cada vez mais frequentes. Entre as trilhas de destaque, já fez faixas para as lojas Colcci (verão 2006), os desfiles da marca Laundry Clothes na Casa de Criadores (inverno/verão 2006) e para desfile da primeira turma de moda da Belas Artes (2006). Já criou estampas para as marcas Peanut Company, Candyland Comics, Laundry Clothes, Banca de Camisetas e tem muita coisa nova pela frente.
Também colaborou com o departamento de gráficos da MTV Brasil (2001/2003) e com os sites Bitsmag, Rraurl.com, Mini+, Coquetel Molotov e Popmix, criando podcasts e assinando artigos sobre música e comportamento.
Suas desventuras notívagas foram imortalizadas pelo combo de Electro-Rock Cansei de Ser Sexy na conhecida música que leva seu sobrenome, em 2003. A MP3 pintou no Trama Virtual e foi cartão de visita do conjunto fashion freak que mais tarde viria a estourar.
Em 2006, assinou contrato com uma agência de DJs, estabelecendo-se como o segundo DJ de rock agenciado na América Latina – o primeiro é João Gordo. Um privilégio para poucos, ou, no mínimo, um fato histórico.
Nomes importantes com quem já dividiu as pick-ups/cdjs (1999/2007):
Tim Taylor (UK /Missile Records), Larry Tee (electro clash/E.U.A),Magal, Camilo Rocha, André Pomba, Marcos Morcef, Edu Corelli, Mau Mau, Spavieri, Márcio Vermelho, Ana Flávia, Paula, Gil Bárbara, Lúcio Ribeiro, João Gordo, Bispo, Sérgio Barbo, Tchelo Donato, Focka, Edinho (RJ), Renato Cohen, Serge, Cláudia Assef, André Barcinsky, Kid Vinil,Johnny Luxo, Alexandre Herchcovitch, Liana Padilha, Luca Lauri, Nenê Krawitz, Atum, Márcio Custódio, entre outros.
Discotecagem de abertura para as bandas (1999/2007):
The Brides (EUA), Boom Boom Kid (Arg.), Motosierra (Uruguai), Satan Dealers (Arg.), CSS (SP),Zémaria(Vitória/ES), Inocentes (SP), Montage (PE), Cachorro Grande (RS), Forgotten Boys (SP), No Porn (SP), Sweet cherry furry (Santos/SP),etc…
Ilustrações publicadas nos seguintes veículos (1999/2007):
Claro Toque de Arte, Revista Pix, Zupi, Stone.Mag (Alemanha), MTV.com.br, Rraurl.com.
Por Eduardo Ribeiro*(2007)
*Eduardo Ribeiro é jornalista cultural e redator do site do Skol Beats. Trabalhou como repórter no Estadão e JT e colabora com veículos como as revistas Bizz e Simples, os sites Omelete e Rock Press e o caderno Folhateen....
Relson Salles Em 1992, começou a freqüentar a noite e a se interessar por música eletrônica e atitude, após algum tempo montou com um pequeno grupo de amigos uma equipe de som e iluminação que se apresentava em festas particulares, tendo como referência casas em que freqüentava. Dois anos depois conheceu os melhores djs da região, que vinham se destacando desde a década de 70. Ensinaram-lhe técnicas, distinção de público e apresentaram o melhor da música, indiferente do seu tempo e ritmo para construção de um Set. Iniciou paralelo a discotecagem o trabalho de promoção, que lhe proporcionou maior abrangência e aproximação a casas e djs, trabalhando durante diversas temporadas em Campos do Jordão, Ubatuba e em todo Vale do Paraíba. Seus ídolos e referências permaneceram ao seu lado, formando um grupo de grandes amigos profissionais.
Especializou-se dentro da house music e seus segmentos, criando com seu feeling pistas de dança recheadas de Groove e Swing. Iniciou após alguns anos projetos de música eletrônica em casas noturnas e locais alternativos, criando com estilo e bom senso um movimento próprio e direcionado, com isso um público fiel, admirador de seu estilo.
Após isso se tornou revelação e tocou em diversas casas como residente e convidado. Tornando-se presença obrigatória nas maiores raves da região.
Viajou pelo país conhecendo e tocando em diversas casas noturnas, adquirindo novas culturas para temperar ainda mais as pistas por onde toca.
Recentemente realizou o projeto HOUSEXY no clube massivo, que teve em sua primeira temporada 3 edições, contando com nomes de grande qualidade da cena da house music brasileira....
XRS “Uma espécie de mosca mutante escapou do laboratório de pesquisas do centro de experiências
agrícolas”
por L.C.A.
Michael de Oliveira Nicassio tem uma biografia musical rica e desconhecida em vários aspectos. Muitos sabem que foi XRS um dos principais responsáveis pela altíssima visibilidade internacional adquirida pelo drum’n’bass brasileiro, cujo ápice se deu em 2001 com a chegada de LK, parceria com DJ Marky, à parada da rede de tevê britânica BBC. Alguns, conhecedores de trabalhos anteriores como o “Sarau” (1999) e da parceria com Fernanda Porto, sabem que foi Xerxes o primeiro a conferir um certo caráter brasileiro, livre de estereótipos, a partir de arranjos construídos sobre uma programação de beats mínimos ao estilo de música dançante originário do Reino Unido chamado drum’n’bass. Integrantes veteranos da cena se recordam das reuniões organizadas por Xerxes, Ramilson Maia, Drumagick e Mad Zoo para pensar maneiras de desenvolver a cena marginalizada do estilo em São Paulo. Trabalhos relativamente desconhecidos de um público mais largo, como o álbum “friendtronik@periferia.com.zl”; o tech-stepping do Sys-X; o experimentalismo do Kapitel 6; a trilha sonora e as faixas do Spinotes (“notas giratórias” dos experimetalistas eletro-acústicos com formação erudita Rael Gimenez e Luís Felipe de Oliveira sequenciadas por Xerxes) talvez tragam material, genuinamente brasileiro, para a atualíssima discussão sobre a importância do experimentalismo na música eletrônica.
Produtor artístico de Marky, Patife, Anderson Noise, Ramilson Maia (no início da carreira), Koloral e Marnel, Xerxes foi um incentivador veemente para que o DJ no Brasil se tornasse também produtor musical. Em alguns casos, o professor se tornou parceiro de criação, como no caso dos brilhantes Júnior Deep e Guilherme Lopes _ o Drumagick. Michael nasceu em 1975 no Jardim Independência, bairro da Zona Leste de São Paulo que contava uma grande comunidade evangélica incluindo a sua família. Frequentando a escola dominical, Michael teve o primeiro contato com instrumentos musicais (saxofone e caixa) e aprendeu rudimentos de notação musical. Aos 16 anos, integrou por brevíssimo tempo uma banda de trash metal. Na escola ganhou o apelido de Xerxes, por causa de uma matéria sobre um toca-discos chamado Xerxes numa revista de áudio que tinha sempre consigo durante as aulas.
Herdou do pai, Jorge, músico amador, a paixão por equipamentos. E também deu muito trabalho, porque o DJ e produtor hoje conhecido por ter adquirido um torno de corte de dubplates (matrizes para discos de vinil) desmontava tudo o que via pela frente: o rádio da mãe, a tevê da avó, o deck de rolo, toca-disco, receiver do pai e até a válvula do botijão de gás! Esse estranho traço de sua personalidade assusta até hoje músicos que frequentam seu estúdio caseiro, ao se depararem com microfones feitos de telefones antigos, soldas para cabos e “hard discs” dentro de caixas de antigas fitas de vídeo.
Graças a esse potencial criativo, Michael venceu em 1993 um concurso de produção musical com o remix “Power 2 the People”, produzido a partir de picotes mínimos de fita de rolo. Essa forma de edição de áudio surpreendeu a todos pela precisão e por obter muito a partir de pouquíssimo equipamento. O concurso tinha milhares de inscritos, dentre eles nomes como Bruno E. e Ramilson Maia.
Essa conquista foi decisiva para a escolha de seu ofício atual. Entre 1993 e 1995, Xerxes foi residente da casa de shows Aeroanta, onde se formou como disc-jóquei, dada a diversidade de estilos do repertório de cada noite. Encanta-se pela plasticidade e dinâmica do jungle ao frequentar, como tantos outros adolescentes da época, casas como Sound Factory, Toco, Overnight e Arena. Nesse período, seu trabalho diurno em um estúdio musical lhe permitiu o acesso a equipamentos de produção e aprimoramento dos conhecimentos em produção. Faixas experimentais, como "The Boom-Man", foram tocadas nessa época de leste a sul nos berços paulistanos do jungle.
Em 1996 nasce Innerground, o primeiro selo nacional a lançar faixas de drum’n’bass. O projeto, idealizado por Xerxes e Ramilson Maia, apesar de sofrer com a produção artesanal de vinis (então prensados no Brasil), inova em termos musicais. É desta época o XRS Land, marcado pelo lançamento do EP “From the Land to the City”. O projeto, que culminou no álbum “Sarau” (Sambaloco Records, Trama, 1999), teve recepção unânime na cena eletrônica nacional e, mais surpreendente, aclamação em meios até então estranhos a músicas programadas. Registre-se que “Só”, faixa do álbum feita com Jorge Paizão e Marcello Marcky, foi a primeira faixa de drum’n’bass a utilizar vocais em português, inaugurando um movimento que, alguns anos depois, incorporado pelos britânicos como uma expressão “autêntica” do drum’n’bass, foi chamado “samba’n’bass” pelos americanos (Wikkipedia) e “electropical” pelos franceses (Coda).
Em meados de 1997, em plena crise do drum’n’bass paulistano, Xerxes é convidado por DJ Bispo a participar do projeto Cool Bass, no bar Glitter em São Paulo. Além de dar novo fôlego à cena, o projeto acaba por revelar novos talentos do estilo, tais como Marnel, Will e o duo Drumagick. Em 2001 e 2002 a residência no Jive contribui para ampliar o público de drum’n’bass. O repertório variado, orientado por uma linha soulful e jazzy conquista ouvidos e mentes que até então desconheciam o estilo. Não se sabe ao certo o que João Marcelo Bôscoli e Pedro Mariano esperavam quando encomendaram a Xerxes a trilha sonora para o desfile da Rosa Chá na edição do São Paulo Fashion Week de 2001. Mas os filhos de Elis Regina certamente se surpreenderam ao ouvirem as interpretações da maior cantora do Brasil sequenciadas pelo produtor. O resultado foi a primeira apresentação do DJ e produtor no exterior, na edição novaiorquina do desfile.
Desde então, DJ Xerxes, mais conhecido internacionalmente como XRS, rodou o mundo. Dentre as noites memoráveis, menciona a de Belém do Pará, “o público mais caloroso do Brasil”, as edições da Soul.ution de Marcus Intalex em Manchester, a de Tokyo no sistema de som perfeito do clube The Womb e a festa do Innerground no clube londrino The End.
Gilberto Gil, Daniela Mercury, Fernanda Porto, Hugh Burrows, Cleveland Watkiss e Singing Fats figuram entre os parceiros de produção de Xerxes. Como remixer, o produtor transformou faixas de Roberto Carlos, Otto, Marina Lima, Fernanda Abreu, Jorge Ben, Paulinho Moska, Dave Angel, Roy Ayers, Bebel Gilberto, US3, Tali e Fat Boy Slim. Alguns desses remixes ganharam as pistas de todo o mundo e a co-produção do rei da cena brasileira de drum’n’bass: DJ Marky. A parceria com este DJ rendeu também o álbum “In Rotation”, nome escolhido em homenagem às turnês da dupla pelo mundo.
O Innerground se internacionaliza com a integração da Bulldozer e do próprio Marky como sócios,
contribuindo para mostrar ao mundo uma leitura brasileira do drum’n’bass.
Este ano encerra-se com um novo projeto _síntese. Parceria com Christian B e L., o projeto objetiva valorizar o idioma e a cultura brasileira e promover o intercâmbio de artistas através de um evento itinerante e um jornal de cultura.
"a mosca é bastante forte e destruidora.”
_discografia
_lançada
"Power2 the people" – XRS – álbum - Dance construction – 12” for Djs – vinil - 1993
“The Secrets of the Floating Island Pt.2” – XRS – EP - From the Land to the City – Innerground – vinil – 1995
“Clockjail” - XRS – EP - From the Land to the City – Innerground – vinil – 1995
“S-electrons” – XRS – EP - From the Land to the City – Innerground – vinil – 1995
“Cabelo Tuim” – sys-X – single – MPB-on – vinil - 1997
“Bad Cluster” – Sys-X – single – Innerground - 1999
“Bom Dia” – XRS – álbum - Sarau – Trama – CD - 2000
“TV Aquarium” – XRS – álbum - Sarau – Trama – CD – 2000
“Spectrogirl” – XRS – álbum - Sarau – Trama – CD – 2000
“The Secrets of the Floating Island ‘99” – XRS – álbum - Sarau – Trama – CD - 2000
“Nitro” – XRS – álbum - Sarau – Trama – CD – 2000
“Vitória-Luz” – XRS – álbum - Sarau – Trama – CD – 2000
“Get Back” – XRS – álbum - Sarau – Trama – CD - 2000
“Joelho de Cobra”- Kapitel 06 – compilação – Sambaloco Compilação – Sambaloco – CD - 2000
“Naive” – XRS – Orgânico/Sintético – Muquifo Records – CD - 2002
“Angeldancer”- Sys-X – single – Critical – vinil – 2002
“L-razor” – Sys-X – single – Critical – vinil – 2002
“Return to Paradise” – XRS – single – C.I.A. – vinil - 2003
“Search” – XRS – single - The Sound of Movement – Movement – vinil - 2003
“Calypso” – XRS – compilação - Drum’n’Bass Fiesta – V Recordings – CD - 2003
“Coldhand” – XRS – single – Wildstyle – vinil - 2004
“Crowds in Clouds” – XRS – single – Wildstyle – vinil - 2004
“Backspin” – XRS – single – Innerground – vinil - 2004
“Pão Sovado (versão digidub)” – XRS – mix CD – Marnel – URBR - CD - 2004
“Pão Sovado” – XRS – single – Grid – 2005
“A Mosca” – XRS – single – Bingo Records – vinil – 2005
“Eraserhead” – XRS – single - Wildstyle – vinil – 2005
_inédita
Sys-X : “Agonia”“Motorcycle”“mov ax,[drumatix]”“O Galego”“Overdriving”“Treta”“Vertigem”“Vms
theme”
XRS: “Ocean Tale”“Puro Brasil”“Waterloo”“Machspeed (Brasília)”“Garoa”“No
return”“Snagglepuss”“System halt”“Xtype”“Embarque imediato”“Lips”“Retrato”
_remixes
“Power2 the people" – XRS remix – From the Land to the City E.P. – Innerground – vinil - 1995
“Trombo” – Drumagick – XRS remix – single – Innerground – vinil - 1999
“Metromorfose” – Drumagick – XRS remix – álbum – Aí Maluco – Sambaloco – CD - 2002
“Raios múltiplos” – Heartbreaker feat Guga Stroeter – XRS remix – álbum – Heartbreaker – Trama – CD –
2002
“Calhambeque” – Roberto Carlos – XRS remix – álbum – Roberto Carlos – Sony – CD - 2003
“Diem” – Rodrigo y Daniela – XRS remix – single - Outcaste – vinil - 2003
“Vou Torcer” – Fernanda Abreu – XRS remix – álbum – Na Paz – Garota Sangue Bom – CD – 2004
_parcerias
“friendtronik@periferia.com.zl” - Friendtronik – Mercado Mundo Mix Music - álbum – CD - 1998
“Só” – XRS feat Paizão & Marcello Marcky – single - The Secrets of the Floating Island – vinil - 1999
“Caionagandaia” – XRS, Fernanda Porto e Caio Bernardes – álbum – Spiritual Drum’n’Bass – CD - 2002
“Dia de Sol” – XRS feat Gilberto Gil – álbum – AMP MTV – CD - 2002
“Você mesmo” – XRS & Anderson Noise – single - Mentor – vinil - 2002
“Copacabana” – XRS & Anderson Noise – mix CD - Noise Compilação 2 – CD - 2002
“Olodum (Branco e Preto)” – XRS feat Daniela Mercury – compilação - Carnaval Eletrônico – Canto da
Cidade – CD - 2003
“Look!” – XRS & Koloral – álbum – Drum’n’Bass Fiesta – CD - 2003
“Dia de Sol” – XRS feat Gilberto Gil – álbum – In rotation – CD - 2004
“Breeze” – XRS & Cleveland Watkiss – single – Innerground – vinil – 2004
“Breeze” – XRS & Cleveland Watkiss – álbum - In rotation – CD – 2004
“Sands of Time” – XRS & Physics – single – Jerona Fruits – vinil – 2005
_dj marky & xrs
“So Nice” - Bebel Gilberto – XRS & DJ Marky - remix – Warner – vinil - 2002
“Closer” – XRS & DJ Marky – single – Soul:r – vinil – 2002
“Get Down”- XRS & DJ Marky – single – C.I.A. – vinil - 2003
“LK” – XRS, DJ Marky & Stamina MC – single - V Recordings – vinil – 2003
“Lyric on my Lip” - Tali – XRS & DJ Marky - remix – Full Cycle – vinil - 2003
“Moments of Lust” – XRS & DJ Marky – single – Innerground – vinil – 2004
“Moments of Lust” – XRS & DJ Marky – compilação – In rotation – CD – 2004
“Moments of Lust” – XRS & DJ Marky – mix CD – The Sound of Movement – CD - 2004
“Soul samba” - XRS & DJ Marky – EP – Summer Flavours – Innerground – vinil - 2004
“Striptease” – XRS & DJ Marky – single – Bingo – vinil – 2005
“Mystic Voyage” - Roy Ayers – XRS & DJ Marky - remix – Rapster records – vinil - 2005
“Wonderful Night” - Fat Boy Slim – XRS & DJ Marky - remix – Skint – vinil - 2005...